Dia da Infância na COP30: quando as crianças viram protagonistas do futuro.

A COP30, em Belém, trouxe um momento raro dentro de grandes conferências internacionais: um dia inteiramente dedicado à infância. Entre negociações duras, metas de carbono e debates sobre financiamento, o evento abriu espaço para falar de cuidado, futuro e sensibilidade, elementos que, na verdade, sustentam qualquer estratégia climática duradoura.

Oficinas, atividades lúdicas, brincadeiras educativas e apresentações culturais mostraram algo simples e poderoso: crianças têm muito a dizer sobre o clima. E quando são ouvidas, a agenda climática ganha humanidade.

Durante esse dia, o Ouvidos Mágicos conversou com JP Amaral, Head de Natureza do Instituto Alana, uma das organizações brasileiras que mais atuam pela garantia dos direitos das crianças. JP destacou que dedicar espaço à infância na COP é essencial, mas ainda insuficiente.

“A educação ambiental segue sendo uma pauta que raramente chega às mesas de negociação. E quando não discutimos isso, deixamos de fortalecer um dos espaços mais importantes de formação para a cidadania climática: as escolas.” — JP Amaral, Instituto Alana

Segundo ele, escolas precisam se tornar lugares onde crianças possam observar a natureza, entender o ciclo da água, ouvir as histórias dos povos da floresta, pensar soluções e, principalmente, perceber que fazem parte do planeta, não estão separadas dele.

A fala ecoa na missão do Ouvidos Mágicos: aproximar a natureza das crianças por meio de histórias, sons da floresta e personagens que despertam cuidado e curiosidade. Quando a criança se imagina dentro da floresta, caminhando pelos rios ou conversando com animais, ela cria vínculo. E vínculo é onde nasce o cuidado.

Quando a COP30 dedica um dia inteiro à infância, ela sinaliza ao mundo que educar para o clima começa cedo e começa ouvindo as crianças.

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